Que tal “pagar pra ver”?

Quase tudo no mundo e em nossas vidas é resultado de experiências, sejam elas pessoais, científicas ou qualquer outra natureza. E em poucos segundos conseguimos encontrar diversos argumentos que comprovam essa afirmação. Por exemplo, os medicamentos que utilizamos e os aparelhos que facilitam nossas atividades. Boa parte das empresas fazem contratos de experiência, antes de efetivarem os profissionais. É assim que podemos achar um caminho para a difusão dos esportes olímpicos.

Já está mais que na hora da mídia entender que fortalecer o esporte olímpico nacional faz bem para o Brasil num contexto onde diversos frutos poderão ser colhidos. Então, por que não testar a fórmula? É bem simples. Alguém aqui gostava de “reality shows” 12 anos atrás? Hoje, são fenômenos de audiência. O mais famoso deles, em sua primeira edição, teve foco na difusão por tv aberta. E nas seguintes, crescimento quase vertical nos números de vendas do pay per view.

Apontando o foco para o esporte olímpico, faço mais uma pergunta: quantas pessoas de sua rede social (seja ela virutal ou real) gostam de badminton? De pentatlo moderno, esgrima ou hóquei sobre grama? Sendo razoável, posso responder que quase ninguém. Mas, em defesa, digo que os mesmos provavelmente não conhecem tais modalidades. Se o público não conhece, não se interessa. Logo, as empresas não investem. E o resultado: a tv não exibe.

Tivemos no último final de semana, na Espanha, um grande exemplo do que é possível fazer para difundir um esporte. A Federação Espanhola de Taekwondo transmitiu ao vivo, pela internet, a edição do España Open, pelo sistema pay per view. Foi cobrado um valor simbólico de apenas dois euros. E se uma entidade desportiva consegue realizar tal feito, fica claro que está ao alcance das grandes emissoras de tv.

Mas não é simplesmente iniciar a transmissão achando que vão vender os pacotes de pay per view. É preciso antes, injetar o gosto pelo esporte olímpico no público brasileiro. Não requer muito esforço. Basta um quadro diário no noticiário esportivo, dedicado ao esporte olímpico. Em dois minutos é possível resumir uma modalidade, de modo que o telespectador entenda sua prática e conheça seus princiapais atletas. E isso, sem contar a repetitiva grade dos canais esportivos por assinatura. Na internet, o público já sabe onde encontrar. Os jornais podem editar uma página com informações que fujam um pouco do diário dos clubes de futebol. Alguns impressos possuem até um espaço dedicado às ligas nacionais dos Estados Unidos, como NBA, NHL, NFL. Só o esporte olímpico não tem vez.

Experimentar requer tempo, sim, mas não custa caro e pode ser bastante lucrativo. A disputa dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro não é determinante para que haja interesse de brasileiros pelo assunto. A mídia deve cultivar a paixão do público nos meios abertos, trabalhar em conjunto com as entidades desportivas, e, quem sabe, seguir o exemplo da Federação Espanhola de Taekwondo. Nada disso garante que os esportes olímpicos se tornem sucesso no Brasil, ou que vendam muitos pacotes de pay per view. Mas pode dar certo. Vamos “pagar pra ver”!

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