Canoístas brasileiros destacam a importância do programa Bolsa-Atleta

Os últimos anos foram marcados por grandes conquistas da Canoagem do Brasil. Desde resultados internacionais inéditos que demonstram a evolução do esporte quanto à reestruturação de modalidades que hoje possuem condições favoráveis ao desenvolvimento no país. Todas estas transformações têm um caráter em comum, pois foi após o incentivo do Ministério do Esporte, por meio do programa Bolsa-Atleta, que muitos canoístas não desistiram de seus sonhos esportivos e tiveram forças e condições de lutarem pelo esporte.

Atualmente são 198 canoístas espalhados por todo o Brasil que recebem recursos do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte que possui como objetivo principal garantir a manutenção pessoal aos atletas do alto rendimento que não possuem nenhum tipo de patrocínio.

Segundo Rafael Alexandre Valentim de Andrade, 28 anos e bicampeão mundial de Rafting com a equipe brasileira Alaya Bozo D’Agua, com o ajuda do Bolsa-Atleta ele conseguiu treinar e competir com mais tranqüilidade e suporte. “Consegui dar mais ênfase aos treinamentos, pois tive condições de abrir mão de alguns trabalhos que ocupavam muito meu tempo, e assim não conseguia treinar com tanto afinco”.

Já Milene Wolf, 22 anos e uma das principais atletas da seleção brasileira de Canoagem Slalom, acredita que provavelmente não estaria até hoje treinando se não tivesse este auxilio. “Antes de eu completar 18 anos meus pais diziam que eu precisava trabalhar para ganhar a vida, mas quando comecei a receber o auxilio eles não tinham mais como me fazer desistir”, disse a canoísta que atualmente também trabalha como técnica das seleções de base e está terminando o curso de Educação Física em Jacarezinho, no Paraná.

Contudo, não são apenas os canoístas individualmente que ultrapassam obstáculos e conquistam seus resultados pessoais. Os recursos do Bolsa-Atleta também ajudaram a reestruturar inteiramente uma modalidade, pois possibilitou condições e estímulos para todos os atletas. Segundo Diniz Mbure, supervisor do Comitê de Caiaque Pólo da Confederação Brasileira de Canoagem, o programa Bolsa-Atleta é fundamental para a sustentação e desenvolvimento da modalidade no país.

“Com o recurso os atletas podem programar os treinos com a certeza do apoio necessário para participar de competições nacionais e internacionais. Certamente é o melhor programa já criado na busca e manutenção de talentos esportivos nacionais”, ressaltou.

Para Naiane Fragoso, 27 anos e atletas da seleção brasileira de Canoagem Velocidade, o Bolsa-Atleta permitiu que ela investisse em materiais esportivos, roupas apropriadas para a prática do esporte, suplementos alimentares, entre outras coisas que somam para um bom desempenho. “Com o Bolsa-Atleta tive a oportunidade de realizar meus sonhos e ter disponibilidade de tempo para dedicação aos treinamentos com objetivo de uma vaga olímpica”, contou a atleta.

Naiane Fragoso

Para o canoísta Givago Bitencourt Ribeiro, 23 anos e atletas da seleção brasileira de Canoagem Velocidade, o Bolsa-Atleta proporciona ao atleta as condições necessárias para se dedicar exclusivamente para o treinamento visando sempre melhorar seus resultados. “É sem dúvidas o maior prêmio recebido pelas conquistas como atleta, e uma motivação para a melhora destes resultados”, completou.

Segundo o presidente da CBCa, João Tomasini Schwertner, o Bolsa-Atleta é atualmente o maior projeto de apoio ao esporte brasileiro, tornando-se dentro da canoagem imprescindível para dar sustentabilidade aos canoístas brasileiros treinarem, competirem, evoluírem e universalizarem a prática do esporte em todo o Brasil.

“Sem dúvida que o Bolsa-Atleta foi e é fundamental para o crescimento que estamos tendo nos últimos anos. O reconhecimento deste apoio se dá nos resultados que conquistamos nos últimos anos e sem ele certamente não teríamos evoluído tanto em tão pouco tempo. A Canoagem Brasileira só tem a agradecer”, ressaltou Tomasini.

Atualmente a canoagem tem 198 atletas contemplados, sendo: 1 na categoria olímpica, 48 na internacional e 149 na nacional. O valor das bolsas também aumentou em 2011. Com a correção, a categoria Estudantil passa de R$ 300,00 para R$ 370,00; a Nacional passa de R$ 750,00 para R$ 925,00; a Internacional passa de R$ 1.500,00 para R$ 1.850,00; e a Olímpica/Paraolímpica passa de R$ 2.500,00 para R$ 3.100,00 mil.

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