Vida esportiva na madrugada

Por: Michael Figueredo
(michaelfigueredo@live.com)

Na última madrugada aconteceu a estréia do Corujão do Esporte, na Rede Globo. Comandado por Tande, o programa busca trazer esporte e entretenimento, em um horário em que realmente faltam boas opções na televisão brasileira. Embora tenha gostado do que vi, ficou abaixo do que esperava, com relação à dedicação de espaço aos esportes menos conhecidos. Falaram muito sobre futebol, ficando assim, igual aos demais programas esportivos. Pela origem do apresentador, oriundo das quadras, imaginei um programa muito mais olímpico. No entanto, achei o formato excelente, além de evidenciar o talento e carisma de Tande.

Com seus convidados, dentre os quais, Mano Menezes, Tande iniciou falando bastante sobre futebol, o que eu costumo criticar aqui no Janela. Pessoalmente, acho que o público que fica acordado até tarde, ou aquele que chega em casa e liga a tv, não está esperando notícias sobe o futebol, que é abordado no noticiário inteiro ao longo do dia, seja esportivo ou não. Um programa na madrugada precisa de algo diferente (assim como faz seu outro convidado de ontem, Serginho Groisman). Espero que esse espaço dedicado ao futebol tenha sido apenas em virtude da participação do técnico da seleção brasileira.

O primeiro esporte olímpico comentado foi o basquete, onde Tande aproveitou a presença da “rainha” Hortência. Esta, poderia estar mais focada em falar de esportes do que meramente entreter. O vôlei, esporte que consagrou o apresentador, não ficou de fora. O ex-jogador comentou muito bem sobre a superliga, confirmando que realmente tem talento para falar de esportes na tv e também muito a evoluir.

A partir daí, o programa foi encontrando o caminho e direcionando o foco para o esporte olímpico. O rugby foi o escolhido, com os atletas Julia Sardá e Fernando Portugal. A capitã da seleção feminina falou, entre outras coisas, da conquista do sétimo título sul-americano consecutivo, pelo Brasil. Fernando Portugal começou destacando as diferenças entre o rugby e o futebol americano, com direito a uma pausa para falar do Superbowl. Em seguida, voltando ao rugby, o capitão da seleção comentou um feito histórico: o Brasil derrotou a Argentina, que não perdia em jogos sul-americanos desde 1936.

Minha avaliação do programa foi bastante positiva. Principalmente pelo espaço concedido ao rugby, que assim como muitas outras modalidades olímpicas, enfrenta enorme dificuldade para “entrar” na casa dos brasileiros. Como crítica construtiva, poderia sugerir que não se prendam somente ao factual, e façam entrevistas, matérias com personagens das mais diversas modalidades. E se for para falar de futebol, que seja da seleção olímpica. Com o ritmo agradável com que Tande conduz o programa, será muito mais fácil falar de tiro com arco, ou luta olímpica, por exemplo, para o grande público. O horário permite experiências, então, que sejam feitas. Os fãs e atletas olímpicos vão agradecer.

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